Erro no Fundo de Pensão do Banco? Análise dos seus Direitos

Descobriu erro no valor do seu fundo de pensão? Entenda seus direitos como bancário, saiba quando há falha nos repasses e como buscar a correção com segurança jurídica e orientação especializada.
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Durante décadas de dedicação ao sistema bancário, o fundo de pensão representa mais que uma reserva financeira, é o resultado concreto de uma trajetória de esforço e estabilidade construída mês a mês.

Essas distorções, muitas vezes sutis, só são percebidas quando o bancário consulta seu extrato ou solicita o benefício, momento em que a correção se torna mais complexa e urgente.

Neste artigo, você entenderácomo identificar erros no fundo de pensão bancário, quais são os direitos garantidos pela legislação trabalhista e civil, e como corrigir eventuais prejuízos.

1. Quando o Erro no Fundo de Pensão Pode Acontecer

Muitos bancários desconhecem os erros nos repasses, Expurgos Inflacionários, cálculos ou reajustes, e podem comprometer diretamente o valor final da aposentadoria.

Essas falhas costumam ocorrer em 4 situações principais:

  • Expurgos inflacionários: Em planos antigos, especialmente os estruturados antes da estabilização econômica dos anos 1990, há falhas na aplicação dos índices de correção. A ausência de expurgos inflacionários adequados, como aqueles decorrentes dos planos econômicos, reduz artificialmente o saldo da conta, gerando prejuízo acumulado ao participante.
  • Cálculo incorreto na rescisão: ao encerrar o contrato, o saldo de contribuições pode ser projetado com base em valores errados ou sem considerar todo o período contributivo.
  • Erro de contribuição: o banco não recolhe corretamente a parte devida pelo empregador ou aplica um percentual inferior ao previsto no regulamento do plano.

2. O Amparo Legal: CLT, Código Civil e Normas Complementares

O erro no fundo de pensão bancário não é apenas um problema contábil, é uma questão jurídica e patrimonial.

De acordo com o artigo 462 da CLT, é dever do empregador efetuar corretamente os descontos e repasses autorizados em folha.

Já o artigo 927 do Código Civil estabelece que quem causa dano a outrem, ainda que de forma culposa, tem o dever de repará-lo.

Além disso, o regulamento interno de cada fundo de pensão, que tem força normativa entre as partes, obriga o patrocinador (o banco) a recolher as contribuições de forma correta e tempestiva.

Ou seja, se há diferença comprovada, o participante tem o direito de exigir a recomposição dos valores com base na legislação civil, trabalhista e previdenciária.

Esse conjunto de normas garante ao bancário não apenas o direito à correção, mas também à restituição de eventuais perdas financeiras decorrentes da falha.

3. A Importância de Identificar o Erro com Precisão Técnica

Um erro mínimo de cálculo pode gerar uma diferença significativa ao longo dos anos.

Isso acontece porque o fundo de pensão é estruturado sobre contribuições mensais que sofrem reajustes, juros e correções acumuladas.

Por isso, conferir o percentual aplicado é imprescindível. A verificação deve incluir:

  • Comparativo entre contracheques e extratos de contribuição;
  • Avaliação dos reajustes aplicados;
  • Revisão do histórico de cargos e funções;
  • Identificação de verbas salariais que deveriam integrar a base contributiva.

Essa análise técnica é o que permite distinguir um simples equívoco de cálculo de um erro estrutural com repercussões jurídicas

4. Prazo e Urgência: O Direito Não É Eterno

A Justiça do Trabalho, com base no artigo 7º, inciso XXIX, da Constituição Federal, estabelece o prazo prescricional de cinco anos para pleitear diferenças decorrentes da relação de trabalho, respeitado o limite de dois anos após o desligamento.

Em outras palavras, quando o bancário permanece desligado por mais de dois anos, ele perde o direito de acionar judicialmente o empregador.

E mesmo dentro desse período, só é possível cobrar as diferenças relativas aos últimos cinco anos anteriores à ação.

Por isso, é essencial buscar orientação assim que houver suspeita de erro, seja durante o vínculo, seja logo após a rescisão.

5. Como Corrigir o Erro: O Caminho Seguro

A correção do erro no fundo de pensão deve seguir uma linha técnica e documentada.

O processo geralmente envolve quatro etapas principais:

  1. Levantamento documental: reunir contracheques, extratos do fundo, regulamento do plano e comprovantes de contribuição.
  2. Cálculo técnico especializado: comparar os valores efetivamente recolhidos com aqueles que deveriam ter sido pagos, conforme o regulamento.
  3. Notificação administrativa: o primeiro passo deve ser tentar a regularização diretamente com o fundo ou com o empregador, apresentando a divergência.
  4. Ação judicial (quando necessária): caso não haja correção espontânea, é possível propor uma ação para reaver as diferenças, inclusive com atualização monetária e juros.

6. Conclusão

Verificar a correção dos repasses ao fundo de pensão exige conhecimento técnico e atenção aos detalhes.

Além das normas da CLT e do Código Civil, cada plano possui regras específicas que influenciam diretamente o cálculo final, exigindo interpretação precisa e cálculos complexos.

Por isso, buscar uma orientação jurídica especializada de sua confiança é uma medida prudente e necessária.

Um profissional qualificado poderá revisar os documentos, identificar as falhas e orientar, com base legal e técnica, os caminhos adequados para regularizar a situação.

Há mais de 25 anos no Direito Bancário, atuamos com a profundidade técnica e o rigoroso sigilo necessários para analisar e responder às suas dúvidas, garantindo uma orientação com total clareza e responsabilidade profissional.

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